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Termos de Uso
Posso agora dizer ao tempo, em seus rigores: – Não envelheço, não! podeis correr, sem calma, Levando na torrente as vossas murchas flores Ninguém há de colher a flor que eu tenho n’alma!
Não existo. Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram
Supor o que dirá A tua boca velada É ouvi-lo já
É a dor da Força desaproveitada, – O cantochão dos dínamos profundos. Que, podendo mover milhões de mundos, Jazem ainda na estática do Nada!
Amar-te por amar-te: sem agora: Sem amanhã, sem ontem, sem mesquinha Esperança de amor, sem causa ou rumo.
Ah, se já perdemos a noção da hora Se juntos já jogamos tudo fora Me conta agora como hei de partir
Pensei que era apenas demora, E cantando pus-me a esperar-te. Permita que agora emudeça: Que me conforme em ser sozinha.
Mostra-se tão graciosa a quem a mira, Que nos filtra através do olhar no seio, Um dulçor que só entende quem o prova.
Penso nas amizades sem raízes; Nos afetos anônimos, dispersos, Que tenho sob os céus de outros países… Penso neste milagre dos meus versos:
Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal.
Ah! que eu não morra sem provar, ao menos Sequer por um instante, nesta vida Amor igual ao meu!
Um rosto de anjo, límpido, radiante… Mas, ai! sob êsse angélico semblante Mora e se esconde uma alma de mulher