Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
Roma lasciva e louca, Ao rebramar da orgia, Sonhava…
Foragida, A tua raça corre os desastres da vida, Insultada na pátria e odiada no estrangeiro!
Uma terra nova ao teu olhar fulgura! Este é o reino da Luz, do Amor e da Fartura!
Mestre querido! Viverás, enquanto Houver quem pulse o mágico instrumento, E preze a língua que prezavas tanto
E sentes alta noite no teu leito Minh’alma na tua alma repousando, Repousando meu peito no teu peito…
A névoa cresce, e, em grupos repartida, Enche os ares de sombras vaporosas: Sombras errantes…
Tereis notado que outras coisas canto Muito diversas das que outrora ouvistes.
Hoje, entre os ramos, a canção sonora Soltam festivamente os passarinhos.
Valemos todos pela nossa crença Na comunhão do amor e do trabalho.
Tendo à fronte impura O diadema imperial de Messalina, Vejo-te bela, estátua da loucura!
A alma da terra gorjeava e ria… Nascia a primavera… E eu te levava
E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto; E, homem, há-de morrer como viveu: sozinho!