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Termos de Uso
Corações, almas que choram, Almas iguais à minha, almas que imploram Em vão remédio para tanta mágoa! Árvores! Não choreis!
Sonho… que eu e tu, dois pobrezinhos, Andamos de mãos dadas, nos caminhos Duma terra de rosas, num jadim, Num país de ilusão que nunca vi…
Porque és assim tão escura, assim tão triste?! é que, talvez, ó noite, em ti existe Uma saudade igual à que eu contenho!
Mais alto, sim! mais alto, mais além Do sonho, onde morar a dor da vida, Até sair de mim!
E quando mais no céu eu vou sonhando, E quando mais no alto ando voando, Acordo do meu sonho…
Sou aquela que passa e ninguém vê… Sou a que chamam triste sem o ser… Sou a que chora sem saber porquê…
Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti!
Pelo meu rosto branco, sempre frio, Fazes passar o lúgubre arrepio Das sensações estranhas, dolorosas…
Talvez um dia entenda o teu mistério…
Ânsia de procurar sem encontrar A chama onde queimar uma incerteza! Tudo é vago e incompleto!
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver São precisos amores, pra morrer, E são precisos sonhos para partir.
E há cem anos que eu era nova e linda!
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior do que os homens!