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Termos de Uso
Por quem foi que me trocaram Quando estava a olhar pra ti? Pousa a tua mão na minha E, sem me olhares, sorri.
Entre mim e o que em mim É o quem eu me suponho Corre um rio sem fim.
Supor o que dirá A tua boca velada É ouvi-lo já
Mas reconheço, ao medir-me, Que tudo isso é pensamento, Que não senti afinal.
Sei, enfim, Que nunca saberei de mim.
Mas quem sente muito, cala; Quem quer dizer quanto sente Fica sem alma nem fala, Fica só, inteiramente!
Arre, estou farto de semideuses! Onde é que há gente no mundo?
És feliz porque és assim, Todo o nada que és é teu.
Sossega, coração! Não desesperes! Talvez um dia, para além dos dias, Encontres o que queres porque o queres.