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Termos de Uso
Desisto de tudo quanto é misto e que odiei ou senti.
Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida…
Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.
Impossível compor um poema a essa altura da evolução da humanidade. Impossível escrever um poema – uma linha que seja – de verdadeira poesia.
Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
A mão que escreve este poema não sabe o que está escrevendo
Do que restou, como compor um homem e tudo que ele implica de suave, de concordâncias vegetais, murmúrios de riso, entrega, amor e piedade?
Cantaremos o medo, que esteriliza os abraços, não cantaremos o ódio porque esse não existe, existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro…
Uma necessidade urgente e rouca de no amor nos amarmos se desola em cada beijo que não sai da boca.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
Antecipaste a hora. Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas. Que poderias ter feito de mais grave do que o ato sem continuação, o ato em si, o ato que não ousamos nem sabemos ousar porque depois dele não há nada?
Eu te amo porque não amo bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo.