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Termos de Uso
Para ser grande, sê inteiro: nada Teu exagera ou exclui. Sê todo em cada coisa. Põe quanto és No mínimo que fazes. Assim em cada lago a lua toda Brilha, porque alta vive.
Morre! Tudo é tão pouco! Nada se sabe, tudo se imagina.
Suave é viver só. Grande e nobre é sempre Viver simplesmente. Deixa a dor nas aras Como ex-voto aos deuses.
Porém, como em casos tais Ando já visto e corrente, Sem outros certos sinais, Quanto me ela jura mais, Tanto mais cuido que mente.
“Rasgue a água hórrida a nau árdega e singre-me!” E a verticalidade da Escada íngreme: “Homem, já transpuseste os meus degraus?!”
Aqui estou, junto à tempestade chorando como uma criança que viu que não eram verdade o seu sonho e a sua esperança.
Ouço as olaias rindo desgrenhadas… Tombam astros em fogo, astros dementes. E do luar os beijos languescentes São pedaços de prata p’las estradas…
Uma roda de céu ondulando se alarga, Digamos que é o mar: como o rápido canto Ou apenas o eco, desenha no vazio irrespirável O movimento de asas.
Quando é que frutifica, nos caminhos infinitos, essa vida, que era tão viva, tão fecunda, porque vinha de um coração?
Sou a dona dos místicos cansaços, A fantástica e estranha rapariga Que um dia ficou presa nos teus braços… Não vás ainda embora, ó sombra amiga!
Há uma Primavera em cada vida: É preciso cantá-la assim florida, Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
Entendi, depois disso, que devia, Como Vulcano, sobre a forja ardente Da Ilha de Lemnos, trabalhar contente, Durante as vinte e quatro horas do dia!