Este site utiliza cookies para melhorar sua experiência. Ao clicar em "Aceito", entendemos que você concorda com isto.
Termos de Uso
uma divina música serena
Não corras, ó meu navio Navega mais devagar
Ó breve deusa de silêncio que na face da noite corres como a dor pelo pensamento
É estranho que, depois de morto, rompidos os esteios da alma e descaminhado o corpo, homem, tenhas reino mais alto.
São de náufragos mil estes acentos, Estes gemidos, este aiar insano…
Seus gestos são os mesmos gestos de outras datas, dentro de outras raças, longe, noutros templos.
Os barcos nesta noite não arquejam, são mudos na verdade do silêncio.
E invades, como um sonho, a imensa altura, – Ultima a receber o adeus do dia, Primeira a ter a bênção das estrelas!
Pois sabem que há uma fonte Oculta nas areias…
Quanta vez o que resta é essa frágil chave perdida na algibeira da infância
Melhor do que a criatura, fez o criador a criação.
Floresceu, sem cessar, todo um verão na árvore obstinada, noite e dia