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Termos de Uso
Ó mar! ó mar! embora esse eletrismo, Tu tens em ti o gérmen do lirismo, És um poeta lírico demais.
Ânsia de procurar sem encontrar A chama onde queimar uma incerteza! Tudo é vago e incompleto!
Ora dá-se! Mas que terrível idiossincrasia! Este anjo tem as regras de sintaxe!
Velhas tristezas das almas que morreram para a luta! Sois as sombras amadas de belezas hoje mais frias do que a pedra bruta.
Ai! Pobre coração! Assim vazio e frio Sem guardar a lembrança de um amor!
É por aqui que passam meditando, Que cruzam, descem, trêmulos, sonhando, Neste celeste, límpido caminho, Os seres virginais que vêm da Terra
São vozes de dois amantes, Duas liras semelhantes, Ou dois poemas iguais.
Mantém-te jovem, pouco importa a idade!
Eu bem sei, meu Amor, que pra viver São precisos amores, pra morrer, E são precisos sonhos para partir.
Não serei o poeta de um mundo caduco. Também não cantarei o mundo futuro. Estou preso à vida…
A noite oscilará como um dourado sino derramando flores de festa.
Ao meu amor desamparado e triste Toda a esperança de alcançar-vos nego. Digo-lhe quanto sei, mas ele insiste…