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Termos de Uso
Na valsa tão falsa, corrias, fugias, Ardente, contente, tranqüila, serena, Sem pena de mim!
No mistério solitário na penugem Vê-se a vida correndo, parada Como se não existisse chegada
Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero
Mostro que o não padeço, e sei que o sinto. O mal, que fora encubro, ou que desminto, Dentro no coração é que o sustento
Enquanto espero Escrevo uns versos Depois rasgo
A saudade é o revés de um parto A saudade é arrumar o quarto Do filho que já morreu
De tudo houve um começo… e tudo errou… – Ai a dor de ser – quase, dor sem fim…
Quanta gente, talvez, que inveja agora Nos causa, então piedade nos causasse!
Meu verso é sangue. Volúpia ardente… Tristeza esparsa… remorso vão… Dói-me nas veias.
Sou aquela que passa e ninguém vê… Sou a que chamam triste sem o ser… Sou a que chora sem saber porquê…
Quantas vezes, Amor, já te esqueci, Para mais doidamente me lembrar, Mais doidamente me lembrar de ti!
Pelo meu rosto branco, sempre frio, Fazes passar o lúgubre arrepio Das sensações estranhas, dolorosas…
Talvez um dia entenda o teu mistério…